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26 de out. de 2010

O anônimo notável


Hoje o assunto é um pouco diferente, vou falar sobre arte. Não, não é nada sobre Leonardo da Vinci, muito menos sobre Picasso. O cara de quem eu vou falar é anônimo, o anônimo mais famoso do mundo, como alguns costumam dizer!

Sem mais delongas. Estou falando do Banksy, um grafiteiro britânico que costuma expor sua arte nas paredes de Londres e Bristol, cidade onde nasceu. Banksy começou sua vida de artista aos 14 anos e continua até hoje, porém, seus pais apesar de já terem lidado com uma expulsão da escola e uma prisão por pequenos delitos, nem fazem ideia dos outros impactos que seu filho já causou no mundo, eles pensam que ele é um simples decorador.
Não se sabe ao certo quem ele é, como ele é e muito menos o seu verdadeiro nome. Tudo que se sabe é que Banksy é um artivista (quem usa arte como ferramenta de ativismo) que já mostrou ser bem polêmico e sarcástico. Em suas obras são expressas opiniões sobre diversos problemas da humanidade disfarçando seu humor com uma forte e genial ironia.
Se por um lado o anonimato de Banksy é ruim para aqueles que o admiram, para ele próprio é um mecanismo de defesa. Sua ousadia é tanta que sem dúvidas incomoda muita gente. A barreira de West Bank (muro que separa Israel e Palestina), a Disney, os Simpsons, Paris Hilton e diversos muros britânicos já foram vítima de suas sacadas inteligentes em forma de arte. Sim até Paris Hilton! Banksy alterou os encartes internos de 500 CD's da cantora e colocou de volta nas lojas para vender como se nada tivesse acontecido.

Para conferir suas obras basta acessar seu site oficial

1 de jul. de 2010

Nasce de você a revolução!


Está mais do que provado do que a juventude de hoje em dia não está nem um pouco preocupada com os problemas atuais do mundo, principalmente quando se diz respeito à política e ao meio ambiente. Na maioria das vezes, pensamos que por sermos jóvens não devemos nos meter em assuntos dessa dimensão, talvez nem seja nossa culpa, nascemos numa época em que as terríveis guerras mundias e ditaduras já haviam acabado então não sentimos na pele o quanto é ruim ser controlado (na verdade ainda somos, mas nem todos percebem). É como se os problemas existêntes não estivessem ao nosso alcance. Não estou dizendo para virarmos adultos e parar de curtir a vida, pelo contrário, há um bom tempo atrás a juventude (hoje mais ou menos da idade de nossos pais) mostrou que podiam sim fazer algo que gostassem e ao mesmo tempo gritar por mudança.

Estou falando da Tropicália, um movimento que sacudiu as estruturas da música popular brasileira entre 1967 e 1968. Era uma mistura de Rock psicodélico, Bossa Nova e Samba com letras críticas e descontraídas. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Os Mutantes eram destaque na época.
Por mais que tivesse tudo parar durar, a Tropicália durou apenas um ano e alguns meses. Começou a perder força com a prisão de Gilberto Gil e Caetano Veloso, que foram reprimidos pela censura imposta pelo governo militar.
Músicas como Alegria Alegria e Tropicália de Caetano Veloso e Panis et Circenses do grupo Os Mutantes fizeram muito sucesso entre a juventude. Mas uma que (na minha opinião) melhor expressa o sentimento das pessoas em relação à tudo o que estava acontecendo na época é a famosa Pra Não Dizer que Não Falei das Flores de Geraldo Vandré:

Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição:
De morrer pela pátria
E viver sem razão...

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer...
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não...

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando

Uma nova lição...
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer
...


O que quero dizer é que todos nós (não só os jovens) devemos parar de pensar que não temos poder para mudar algo no mundo e ir fazer alguma diferença, pois ninguém fará isso por nós. Não adianta ligar a TV e ficar reclamando de políticos corruptos se não levantarmos a bunda do sofá e irmos a luta por nossos direitos, não adianta ficarmos reclamando do sol quente, se ninguém se dá o trabalho de economizar energia ou recliclar, e não adianta reclamar da violência se não tentarmos plantar a paz e o amor em cada gesto que fizermos no dia-a-dia.

Mais informações sobre o Movimento Tropicalista em: http://tropicalia.uol.com.br/site/
Fica a dica :)

@liirawonders
@naanlemones
@gritopormudanca